Escócia ’98

A seleção escocesa é uma equipe que, honestamente falando, eu acompanho desde pequeno primeiramente por causa dos fantásticos uniformes que veste. Quando criança, eu tinha um álbum de figurinhas da Copa de 90 e me recordo com bastante clareza das páginas reservadas à seleção escocesa, que na época vestia um belo uniforme da Umbro azul escuro. Na Copa de 98 não foi diferente: quando Brasil e Escócia se enfrentaram no primeiro jogo da competição eu, que já havia começado minha coleção, pensei “preciso desta camisa”! Este desejo só se realizou quase 15 anos depois, em minha primeira compra pelo Ebay.

Esta seleção de 98 em particular ficou marcada pelo seu xerifão: Colin Hendry, o craque da camisa número 5.  Bom, na verdade não era nenhum craque (era até meio grosso para falar a verdade) mas o que não faltava a ele era garra e determinação, o que lhe rendeu o apelido de Braveheart pela comparação feita com o herói escocês William Wallace, imortalizado no cinema por Mel Gibson alguns anos antes. A torcida, como sempre, deu um show à parte nesta Copa. Estou para ver torcedores mais legais do que os escoceses, irlandeses e holandeses.

Eis a camisa. Preciso dizer algo mais?

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Camboja ’12

E aí? Que tal passar umas “férias em Camboja?” O país tem sido nos últimos anos o destino de muitas pessoas que são fascinadas por lugares, digamos, exóticos e o atual governo cambojano tem explorado esse filão buscando aumentar as receitas através do turismo, principalmente para o magnifíco palácio de Angkor Wat. Quem sabe um dia eu me aventure por lá?

Se o Camboja apresenta belezas naturais e culturais, não dá para dizer o mesmo do futebol. Tiveram a honra (para não dizer a pachorra) de perder do Laos (!), de levar 5 do Timor Leste (!!) e 7 do Turcomenistão (!!!) na última AFF Suzuki Cup e ainda assim subiram 7 posições no ranking da FIFA (!!!!!!!!!!!!!!!!!!), ficando em 184. O problema, segundo o jogador cambojano aposentado Hok Socheatra, é que a meninada, apesar de veloz, não sabe finalizar e nem é taticamente inteligente. Aí fica meio difícil…

A camisa, mais uma fabricada pela FBT, é bem interessante, com logo bordado e um vermelho escuro muito elegante. É verdade que a FBT não é lá uma grande criadora de templates, mas eu achei essa camisa muito legal e com um preço bem razoável. E adivinhem: foi a utilizada na desastrosa campanha na AFF Suzuki 2012. Se jogassem bonito como a camisa teriam ido um pouquinho mais longe.

 

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País de Gales `11

O País de Gales fica a oeste da Inglaterra e faz parte do Reino Unido. Mas ao contrário de seus vizinhos ingleses, a população galesa descende diretamente dos celtas que habitavam a Grã-Bretanha antes da chegada dos romanos já que os Anglos-Saxões não chegaram a invadir toda a ilha. Não é à toa que “Wales”, nome em inglês do país, significa “lugar estrangeiro”. A capital, Cardiff, já era um importante centro industrial no século XVIII e hoje os galeses, assim como escoceses e norte-irlandeses, possuem uma relativa autonomia política.

No futebol, a seleção galesa participou de apenas uma Copa, em 1958, e nunca chegaram a uma Euro. Mas eles podem certamente se orgulhar de serem tri-campeões olímpicos (1900, 1908, 1912). Se a equipe de Gales não se destaca em termos de conjunto, é notável a presença de grandes craques como Ryan Giggs, Craig Bellamy e a mais recente sensação do futebol europeu Gareth Bale. O País de Gales é um grande freguês da seleção brasileira, já que vários amistosos foram jogados entre as duas seleções.

As camisas do País de Gales nunca fizeram feio, apresentando um tradicional vermelho-sangue belamente adornado pelo brasão da federação que utiliza o dragão da bandeira nacional. Esta em especial, da Umbro, é uma das camisas mais bonitas que possuo e foi adquirida por uma pechincha no Ebay: algo em torno de 40 reais com frete.

 

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Laos ’12

O Laos é um país socialista escondido na selva do Sudeste Asiático, rodeado de vizinhos um pouco mais famosos como Camboja, Tailândia e Vietnã.  Possui aproximadamente 6 milhões e meio de habitantes e uma modesta economia cuja base é o plantio de arroz. Uma das línguas faladas é o francês já que fizeram parte do protetorado da Indochina criado pela França no século XIX. Historicamente é um país castigado por conflitos étnicos e políticos e, claro, com a falta de infra-estrutura.

O futebol no país não é um esporte lá muito popular e não é de se estranhar que seja considerado um dos piores times da Ásia, superando talvez apenas Timor Leste e Guam. A maioria dos times é estatal e não disputam nem mesmo a AFC Challenge Cup, torneio disputado por seleções asiáticas consideradas “em desenvolvimento técnico”. Recentemente, alguns jogadores que integram a seleção vieram ao Brasil para treinar nas instalações do Coritiba visando melhorar seu desempenho. Preciso dizer se possuem alguma chance de disputar as eliminatórias da Copa do Mundo? Vale lembrar que a paixão nacional é o Badminton (!), embora não me recorde no momento de grandes petequeiros laocianos.

O uniforme aqui apresentado foi usado na AFF Suzuki Cup de 2012, torneio em que o Laos arrancou um empate heróico da Indonésia. Mais uma da série “Camisas do Sudeste Asiático”

 

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Alemanha ’10 (Reserva)

Não há muito o que comentar sobre o futebol alemão. Ou ainda, há tanto o que dizer sobre ele que estas poucas linhas disponíveis não seriam suficientes. Em poucas palavras, poderíamos dizer que a seleção alemã tem duas características principais: objetividade e eficiência. Sim, é verdade que falamos de um futebol burocrático, mas na minha opinião ver uma equipe demonstrar habilidade tática e entrosamento é tão ou mais empolgante que assistir a um futebol marcado apenas por jogadas individuais. E se a Alemanha não possui hoje um grande craque como Klinsmann, o que não falta é volume e solidez no seu tradicional (e mortal) jogo de contra-ataque.

Na África do Sul, os tricampeões ficaram na semi-finais. Não porque faltou time, mas porque sobrou Espanha. E a campanha na África foi pra lá de convincente: pior para a Inglaterra (4×1), para a Argentina de Maradona (4×0) e para o ótimo Uruguai (3×2) na disputa pelo terceiro lugar. O único ponto negativo foi mesmo o bolão que eu acabei perdendo já que para mim seriam tetra.

Um dos maiores destaques da seleção alemã não foi Podolski, Schweinsteiger ou Cacau e sim o uniforme reserva, considerado como o mais bonito da copa de 2010. Com razão, mas não sem uma razoável polêmica: na época de lançamento, a Adidas recebeu muitas críticas já que o preto havia sido usado pela última na Alemanha Nazista. Exagero ou não, o fato é que esta camisa fez um enorme sucesso e se esgotou rapidamente nas lojas. Esta eu adquiri no Ebay por um preço muito bom (cerca de R$ 60 com frete e tudo). (*prometo uma foto mais decente em breve*)

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Myanmar ’08

Apesar de desconhecida, a Seleção de Myanmar (antiga Birmânia) é uma seleção vitoriosa: dois Jogos Asiáticos, 1966 e 1970 e cinco títulos  nos Jogos do Sudeste Asíatico: 1965, 67, 69, 71 e 73. É um dos únicos países considerados “em desenvolvimento técnico” (e que, por isso, disputam a AFC Challenge Cup) que se classificaram para a Copa da AFC em 1968, onde venceram Israel e foram eliminados pelos campeões.

Assisti recentemente a alguns vídeos de jogos da Seleção de Myanmar no torneio da Federação de Futebol da ASEAN de 2008 e fiquei surpreso com a habilidade de alguns jogadores e a visão tática da equipe, apesar de não terem ido longe nesta competição. Obviamente não se trata de um futebol primoroso, mas o toque de bola rápido e aquela correria toda são bem característicos da escola  do Extremo-Oriente.

Esta camisa foi usada no torneio a que me referi acima e compõe parte do meu foco atual: camisas de seleções asiáticas e africanas. A fabricante – FBT – possui uma grande presença no cenário asiático, fornecendo uniformes para seleções como Sri Lanka, Laos e Camboja. O material não deixa nada a desejar para as grandes marcas e, além de tudo, é uma simples porém bela camisa.